HOMENAGEM – Astor Antônio Carvalho de Moraes Rêgo

Foto: Helder Tavares
Foto: Helder Tavares

As lições de seu ASTOR

A primeira varinha mágica foi ele mesmo quem confeccionou com papelão e cola… Astor Antônio Carvalho de Moraes Rêgo achou público para suas primeiras apresentações nos colegas do extinto Ginásio do Recife, ainda na década de 1930. Sua mãe, Agar, achava que mágica era feitiçaria, e não queria seu filho único metido com essas coisas. Então, para driblar a vigilância, ele escondia dentro dos livros da escola, suas anotações sobre ilusionismo. Foi assim, que seu Astor deu os primeiros passos no seu ofício paralelo e grande paixão: a mágica.

Continuou sua busca e algum tempo depois, já estudante de Arquitetura, seu Astor foi nomeado pelo português Martins Oliveira, como delegado regional do Institut International des Récréation Scientifiques (IIRS). A partir daí, teve acesso a inúmeras publicações, começou também a importar aparelhos de mágica, e fez um curso por correspondência com o ilusionista paranaense “Morgan”. Então, em 8 de maio de 1965, Astor e seu amigo Antônio Paulo, fundaram o Clube Mágico do Recife. Num sobrado no centro do Recife, eles construíram com as próprias mãos um espaço para estudo, treinamento e apresentações beneficentes. Mantido a partir da contribuição mensal dos associados e, principalmente, do investimento dos seus fundadores, o clube ajudou a formar muitos profissionais. E o mais importante: tornou-se um ponto de encontro e uma referência, fazendo de Pernambuco o maior polo de ilusionismo do Nordeste. Depois de cerca de 30 anos de atividades, a inadimplência dos sócios acabou por inviabilizar a continuidade da agremiação. Mas o Clube Mágico do Recife permanece vivo nos ensinamentos do seu fundador, que nos deixou em dezembro de 2016: “Um ilusionista não vai muito longe sem formação, sem cultura geral. É preciso estudar para apresentar um trabalho que seja digno dessa arte. Estudar muito!”- repetia o mestre a todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Durante toda a vida, seu Astor cultivou e transmitiu o amor pela arte mágica. Que sua energia e suas tantas lições, continuem inspirando e ajudando a espalhar o encantamento do ilusionismo mundo a fora!

CURADORIA

fim-curadoria

Pela primeira vez um Festival de mágica brasileiro conta com uma curadoria artística que selecionou expoentes da mágica mundial e nacional, priorizando os artistas que trazem propostas inovadoras, flertando com a dança, o teatro, o humor, a mímica e outras linguagens artísticas.

No FIM, acreditamos que a mágica deve ser uma forma de arte plural e dinâmica, que se apropria de diversos elementos, ressignificando e reinventando técnicas e apresentações.

RAPHA SANTACRUZ (PE)
Natural de Caruaru (PE), Rapha Santacruz atua como mágico profissional há mais de quinze anos. Em 2011, se une à produtora Christianne Galdino e cria os espetáculos ABRACASABRA, HARU- a primavera do aprendiz, e RODA, inaugurando uma nova forma de colocar a arte mágica em cena, e expandindo a possibilidade de atuação dos ilusionistas. Com HARU, ganharam os prêmios de melhor maquiagem, melhor cenário e ator revelação, no Prêmio Apacepe de Teatro e Dança 2015. Participaram de eventos em várias cidades brasileiras, como: São Paulo; Jundiaí; Belo Horizonte; Petrópolis; Paraty; Fortaleza; Natal; João Pessoa; Teresina; São Luiz; entre outros. Já se apresentou também em alguns eventos internacionais, onde se destacam: CADI- Congresso Argentino de Ilusionismo (2012); FLASOMA- Festival Latino Americano de Sociedades Mágicas (2013-Chile e 2015- Uruguai) e Festival Argen Magia (Argentina- 2016). Em 2016, participou do Festival Sementes, realizado em Almada, Portugal. È também o idealizador e diretor geral do Festival Internacional de Mágica-FIM, que será realizado em Recife, em 2017.

VIK (SP/AL)
Com 35 anos de carreira, VIK é um dos mais importantes mágicos do Brasil. Aos 18 anos, já havia conquistado juntamente com seu parceiro de cena, Fabrinii, várias competições de Mágica pelo Brasil; e aos 22 anos, Vik e Fabrini, partiram para a Holanda para participar da mais importante competição de mágica do mundo, o F.I.S.M. (Federação internacional de sociedades mágicas) em Haia, na Holanda. São consagrados com o 1° Prêmio, e se torman os primeiros brasileiros a alcançar tal premiação. Graças a este prêmio, grandes oportunidades surgiram em países como Japão, Itália, Espanha, Mônaco, Inglaterra, Malásia, Estados Unidos e Alemanha; além de um contrato no renomado Crazy Horse de Paris, onde atuaram por mais de 18 anos. Receberam importantes prêmios da magia mundial, além do FISM: Leão de Ouro em Las Vegas, Mandrake de Ouro e Mandrake Especial, ambos na França. Hoje, de volta ao Brasil, já tendo se apresentado em mais de 30 países, continuam a ser convidados por inúmeros festivais e eventos pelo mundo.

HENRY VARGAS (MG)
Henry faz mágica desde os seis anos de idade, na época em que estava estudando artes cênicas no Centro Cultural Grupo Galpão, em Belo Horizonte. A partir de então, iniciou seus estudos profundos na arte mágica, lançando mão de outras vertentes artísticas para construir seu estilo. Henry é Campeão Internacional de Mágica e conquistou os primeiros lugares nos campeonatos de Las Vegas, EUA (World Magic Seminar2011) e Xangai, (China International Magic Festival 2013). Foi nomeado pela Allan Slaight Comunications de Toronto, do Canadá como um dos nomes mais influentes na mídia mágica internacional (InternationalRisingStar). E já representou o Brasil inúmeras vezes em eventos internacionais, se apresentando em diversos países como Argentina, Peru, Colômbia, Uruguai, Guatemala, Panamá e Itália. Foi Ator e Idealizador do espetáculo musical “O Mundo Mágico do Sitio do Pica Pau Amarelo”, indicado ao Prêmio Sinparc Copasa de Artes Cênicas – 2014.